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Sou atriz, contadora de histórias e produtora cultural.
Formada em artes cênicas-com bacharelado em interpretação- pela Universidade do Rio de Janeiro.Desde a faculdade, comecei a pesquisar manifestações populares brasileiras. Estudei e convivi(em oficinas, workshops) com mestres da cultura popular como Mestre Salustiano, (PE), Dona Su e Mestre Darci(RJ) .Passei a criar projetos com as tradições populares. Produzo para o IPHAN/MUSEU DO FOLCLORE EDISON CARNEIRO diversas programações, cursos, seminários e projetos como ETNODOC e o lançamento do dossiê do  JONGO como patrimônio imaterial.Desenvolvo ainda projetos para o SESC Rio desde 1997-  tendo sido responsável por fóruns, seminários, programações.
Contos histórias desde 1998 e desde então participei de diversas programações como " Simpósio Internacional de Contadores de Histórias" e em instituições como Instituto Moreira Salles e Museu do Índio. No "Ano do Brasil na França", no ano de 2005, estive em Paris, Lille e Paliseau, participando de festivais e realizando residências artísticas. Já no "Ano da França no Brasil" integrei elenco do espetáculo de contos"Histórias de narradores, conteurs e griots" com Boniface O'fogo(Camarões) e Jean Michel Hernandez( França). Em julho de 2010 estive na França onde fiz apresentações em 3 cidades. Nesta ocasião fiz uma demonstração de meu trabalho na Maison du Conte, renomada instituição de Paris

Já dividi palco com contadores de histórias como Benita Prieto(Brasil), Boniface O'fogo(Camarões), Jean Michel- Hernandez(França), Coralia Rodrigues(Cuba), Rodorin(Espanha), Ludovic Souliman(França),Toumani Kouyaté(Mali).

Em 2001 conheci e fui trabalhar na equipe de produção do projeto "Rito de Passagem", do Instituto das Tradições Indígenas.Um encontro transformador. Na época eu já estava contando histórias dos primeiros povos do Brasil. Neste projeto convivi com indígenas de diversas etnias que vieram ao Rio de Janeiro e São Paulo mostrar a tradição viva de sua cultura. Povos como Kaxinawá, Bororo, Nambikwara e Mehinaku. Nesta época também comecei a apresentar o espetáculo solo "Contos Indígenas" que pesquisava desde 2000. Apresentei  este trabalho em diversas instituições e programações. Escrevi roteiro de dois programas para a TV- "Primeiros Povos" feito para a Tv Brasil e "Nossos índios, nossas histórias" realizado para a TV Cultura; ambos com direção de Marco Altberg.Também escrevi artigo sobre corporalidade e mitologia para revista do Instituto de Performance da Universidade de Nova Iorque e no momento preparo artigo sobre a criação deste trabalho para um livro sobre contadores de histórias.            

Depois da faculdade estudei em 3 workshops com Sotigui Kouyaté, um griot de Burkina Faso.Sua família, a Kouyaté, deu origem aos griots. Além de serem detentores da tradição oral de seu povo, os griots possuem grande importância social, política e espiritual; atuando como conselheiros em sua família, comunidade ou país, funcionando como mediadores em importantes questões. A história é um dos instrumentos utilizados pelos griots. Elas trazem sentido e valores à vida em comunidade. Trazem a identidade de seu povo- ora em narrativas terríveis, ora em narrativas divertidíssimas, que eu tenho pesquisado desde o encontro com este mestre que aconteceu no ano de 2002 e que tanto marcou meu caminho.
Nos workshops que ele ministrou no Rio Sotigui ensinou alguns aspectos da tradição africana e  falou muito da importância da oralidade e das narrativas para a sociedade contemporânea. Por causa deste encontro com Sotigui decidi preparar um espetáculo em sua homenagem que irá se chamar "Não existe pequena briga" , com histórias que conheci com Sotigui- e que tem sua origem em Burkina Faso e no Mali.
Em dezembro de 2010 e janeiro de 2011 estive em Burkina Faso, participando do festival Yeleen, organizado por seu filho Hassane Kouyaté.O festival é itinerante e me apresentei durante 15 dias em 5 cidades- Ouagadougou, Pa, Houndé, Koumi e Bobo-Dialoussou- com contadores de histórias europeus, africanos e com griots burkinabés. Foi uma experiência incrível. Na viagem aproveitei para colher alguns elementos pro espetáculo que preparo. Na volta, passei por Paris/ França onde tive oportunidade de encontrar mais versões de mitos africanos e conversar com a pesquisadores e contadores de histórias.


Caminhar é preciso!












eu falo/eu grito mas esta frase é de Clarice Lispector